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30 de julho de 2008



UM DIA SERÁ.

Mais um dia normal dessa vida corrida que todo filho de Deus se dá ao privilégio de viver. Acordo. Atrasado! Levanto e corro em direção ao caos do dia-a-dia brasileiro. Quanto mais o ponteiro desliza no relógio, mais atarefado fica o dia. E, na tentativa de parar um pouco o tempo e fazer caber no expediente o trabalho de uma semana inteira, olho ao relógio, quando um súbito relance do olhar me distrai, direcionando minha atenção a uma pergunta assustadora. O que é isso em minha mão? Enquanto meu coração disparava assustado, algo dentro de mim parecia aguardar por aquilo há muito tempo. Um brilho de glória transfigurava meus dedos de maneira miraculosa. Quanto mais admirava aquela experiência singular, mais se enchia de temor o meu coração, ao mesmo tempo em que a presença do relógio em minhas mãos já não fazia a menor diferença. E nesse contexto assustador nunca antes experimentado, surgem na lembrança as palavras de um amigo carpinteiro: Vou preparar-vos lugar. Então virei e vos levarei. Para que onde eu estiver estejais vós também. É isso! Ele veio nos buscar! Parado entre sentimentos de temor e fé, minha boca se enche de riso enquanto vejo aquele brilho tomar conta de todo o corpo. E, na certeza de que paredes já não impedem minha visão, ergo os meus olhos aos céus na esperança de contemplar um rosto tão conhecido quanto nunca visto antes. Lá estava Ele! Brilhante como um sol de justiça e belo como aquele de quem um dia escondi o rosto. Ansioso por abraça-lo, tentei correr ao seu encontro e foi quando muitas águas me invadiram o corpo perfeito e chamaram mansamente um nome que nunca havia ouvido antes. Eu sabia que era eu. Então, acordei. Atrasado, corri em direção a mais um dia. Lembrando do sonho, um pensamento cruzava minha ansiedade: Não foi dessa vez. Mas um dia eu sei que será.
Igor Thiago
Igreja Sal da Terra - Natal/RN

15 de dezembro de 2007


SURPRESAS DA INOCÊNCIA.

Sabe quando você se sente a pessoa mais inspirada do mundo, mas não consegue achar as palavras para escrever? E você se pergunta: “Como não? É tão claro aqui dentro!”. Ou então, quando você sente uma imensa gratidão por algo e, inconformado, descobre que não pode dar muito mais do que um simples “obrigado”? Eu imagino que era exatamente assim que Davi se sentia quando disse: “O que darei por todos os seus benefícios para comigo?”. Como presentear alguém que já tem tudo? Como surpreender alguém que sabe de todas as coisas?

Fico imaginando um pai e seu pequeno filho. Depois de um longo dia de trabalho, o pai chega em casa cansado. Seu filho, querendo fazer uma surpresa, corre e esconde-se debaixo da cama do pai. Ingênuo, não percebe que parte do seu corpo fica à vista. Ao chegar, o pai logo vê dois pezinhos inquietos extrapolando o limite de sua cama. “Ah! Como é bom chegar em casa e deitar na minha cama! Mas, onde será que está o meu filho?”, disfarça. O menino então, em seu momento tão esperado, sai de seu esconderijo secreto, pula na cama e, após “assustar” o pai, lhe dá um abraço todo contente. Um ato tão simples acabara de virar uma história de família. Aquele pai iria contar com orgulho para seus futuros netos: “Um dia, meu filho entrou no meu quarto, se escondeu e...”.

Da mesma forma, nós não conseguimos fazer uma surpresa para Deus. Mas, Ele se agrada quando percebe que nós nos esforçamos ao máximo para surpreendê-lo. Uma oração fora do “horário habitual”, uma declaração de amor quando nem tudo está legal, uma oferta especial em tempos de dificuldade financeira, enfim, algo que venha do coração.
Deus gosta tanto de ser “surpreendido” que até hoje conta histórias de seus filhos: “Um dia Abraão... um dia Moisés... Davi... Paulo...”. Eu também quero fazer parte das histórias de Deus, e você?
Pr. Paulo Júnior
Igreja Sal da Terra Karaíba - Uberlândia/MG

22 de novembro de 2007

Igreja canadense passa a realizar casamentos gays.

A Igreja Anglicana de Niagara, no Canadá, passou a permitir que os membros de seu clero realizem casamentos entre pessoas do mesmo sexo. O bispo Ralph Spence (foto), que havia recusado a proposta há 3 anos, passou a ser favorável ao casamento gay, desde que ao menos um dos parceiros seja batizado.

Certa vez, conversando com o sábio Pr. Paulo Júnior, da igreja Sal da Terra – Uberlândia, encontrei algumas respostas que nem ele sabia estar respondendo. Sempre me incomodei com a situação da igreja aceitar a questão do casamento homossexual. Pensava com os meus botões: “Num é possível, é uma coisa tão clara na Palavra de Deus. A que nível de cegueira as pessoas vão chegar?”, para parafrasear meu pensamento eu sempre lembrei das palavras de Paulo aos Rm. 1:24-28.

Não é nenhuma novidade a liberdade “sexual” pela qual a igreja do mundo está passando nos dias de hoje. Mas ainda assim, eu acreditava que a desculpa seria a “modernidade” dos costumes ou a “estratégia” evangelística, entre outras baboseiras que se ouve por aí.

Nas palavras do Pr. Paulo: o problema é que a gente ainda não entendeu o conceito de iniqüidade, é por isso que a gente não entende porque “nos últimos tempos, por se aumentar a iniqüidade, o amor de muitos se esfriará”. Iniqüidade, é o contrário de Equidade, que por sua vez é o conjunto de princípios que induzem um juiz a um critério de igualdade.

Então, o que vai fazer o amor esfriar são os princípios que o homem usa pra fazer a sua própria justiça, desprezando a sabedoria e profundidade dos princípios do justo Juiz. E para o homem, não há nada mais “JUSTO” do que todos terem direitos.

O problema é que homem está sempre reivindicando os seus direitos, e nunca lutando a favor dos seus deveres. “Ah, mas dever é tão mais chato do que direito” O pior é que eu nunca vi Jesus dizendo para lutar por nosso direitos, pelo contrário, ele não usurpou ser igual a Deus. Ele se esvaziou de seus direitos, e abraçou o seu dever.


Para quê você foi feito? Para reclamar os seus direitos? Ou para viver a plenitude dos princípios de Deus para sua vida? Essa história de ser igual a Deus já aconteceu demais na história, primeiro Lúcifer, depois o homem no éden. Somos a semelhança de Deus com uma imagem feita para representá-la. Deus criou o homem para a mulher e vice-e-versa, o que passar disso é fruto da iniqüidade.

“A ninguém devais nada, a não ser o amorRm. 13:8
Entender o nosso dever faz mais sentido.


Samuel Dantas
Igreja do Nazareno

18 de outubro de 2007

CRÔNICA DE UM GUERREIRO NO FIM.

É uma noite fria e escura, o denso ar sai das minhas narinas de forma gélida e seca. Quase não inspiro. No meio da névoa tento distinguir as memórias da realidade. As palavras daquele velho sábio não saem da minha cabeça: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé”.

O peso da responsabilidade continua a me incomodar, mas logo estarei recebendo a vitória. A dor vem. Ela vem paradoxalmente me lembrar que ainda tenho vida, mas que a morte chega. Estou no fim. São nesses momentos que perguntamos: Quantos anos são necessários para fazer valer a vida de um homem? Talvez fossem 33. Ele fez valer. Muito mais a vida de todos que salvou do que a sua própria.

Se Cristo fosse um soldado, ele seria da infantaria. Avistou o inimigo, fitou e foi em frente, certo, como alguém que sabe que é inevitável ser atingido por uma bala perdida. Mas ele deu mais do que a vida, ele deu o exemplo. Jesus não lutou com armas, ele lutou com exemplo, esse não pode ser destruído, não acaba o cartucho, não se esvazia. Esse é eterno.

Ah! Se eu pudesse ter as virtudes daquele guerreiro. Ele sabia que sua morte significava o inicio de todas as vitórias. Como medir um homem desses? Como dizer quanto ele valia? Como dizer que a vida é preciosa diante de tal dignidade? Sendo assim, começo por procurar o que de valioso tive na vida.

Suspiro. Procuro minhas últimas forças. A mão trêmula tenta controlar a caneta. Eu a ajudo. Lembro-me do quanto fui forte, de quantas batalhas venci, de quantos inimigos derrotei. Encorajo-a: Vamos! Quantas vidas você já carregou? Mas essa é a imagem de um guerreiro abatido. É necessário implorar ao corpo para que responda. Apesar disso, não preciso mais dele. Já tenho em que me gloriar. Conheci ao Senhor.

Está chegando o fim. Não tenho mais inimigos. Aos companheiros, deixo a saudade. A família, o legado. A minha esposa, meu eterno amor. Aos meus filhos, o exemplo. Mas a pergunta não cala. Quantos anos são necessários para fazer valer a vida de um homem? No fim me entrego a morte como me entrego a resposta. Nenhum. O verdadeiro valor de um homem só é dado depois que ele morre. Cristo sabia disso.

Sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos da parte de Deus um edifício, casa não feita por mãos, eterna, nos céus. E, por isso, neste tabernáculo, gememos, aspirando por sermos revestidos da nossa habitação celestial; se, todavia, formos encontrados vestidos e não nus. Pois, na verdade, os que estamos neste tabernáculo gememos angustiados, não por querermos ser despidos, mas revestidos, para que o mortal seja absorvido pela vida. Ora, foi o próprio Deus quem nos preparou para isto, outorgando-nos o penhor do Espírito. Temos, portanto, sempre bom ânimo, sabendo que, enquanto no corpo, estamos ausentes do Senhor; visto que andamos por fé e não por vista. Entretanto, estamos em plena confiança, preferindo deixar o corpo e habitar com o Senhor.
II Coríntios 5:1-8


Devaneio: Samuel Dantas

10 de outubro de 2007



A ALMA DO NEGÓCIO


Informações Básicas
Cliente: NpC
Peça: Artigo
Público: Jovens de 12 e 90 anos. Classe AE. Navegantes do site NpC.
Objetivo: Criar um artigo com linguagem diferenciada para o site do ministério.
Tema: Compromisso. “No Bacon com Ovos a galinha está envolvida, já o porco está comprometido”.

É a partir de informações básicas (briefing) e um pedido de trabalho que se dão os pontos de partida para uma propaganda. Ao contrario do que pensam, criatividade é resultado de informação em busca do que chamamos de CONCEITO. Ou seja, a idéia usada como principal argumento de uma venda. Se propaganda é a alma do negócio, conceito é a alma da propaganda.
E foi pesquisando um conceito que contextualizasse o briefing acima que encontrei o tema também acima apresentado. A comparação proposta pelo publicitário Carlos Domingos logo me chamou atenção por representar uma ótima idéia. Encontrado o conceito, me bastava aplicá-lo de uma forma direta ao tema proposto: COMPROMISSO. Para isto, uma propaganda de TV se torna um ótimo meio para alcançar este objetivo. Então, vamos ao roteiro da propaganda.


Cliente: NpC
Título: Compromisso é tudo.


ROTEIRO:
A propaganda mostra, em close, a superfície de uma mesa de café-da-manhã sendo organizada. Ao fundo, barulho de comida fritando na panela. Enquanto a câmera vai abrindo, detalhes da mesa podem ser vistos e a mão de uma mãe coloca sobre a mesa um belíssimo prato contendo nele ovos mexidos e bacon. A câmera continua focando o prato colocado ao centro da imagem. Enquanto isso, uma voz masculina narra o seguinte texto:

Texto:
Vida. Tudo se dá a partir dela. É por ela que a natureza existe. É contra ela que a morte insiste. Dela, se fazem os ciclos. E, por amor a ela, exala o caráter dos que são vivos. Para uns, vida é vida custe o que custar. Ainda que pra isso, sem descendência tenha que ficar. Por outro lado, outros vivem a vida para fazer você entender: pra que outros tenham vida, as vezes é preciso morrer.

A imagem desaparece e a tela fica toda escura. Surge então o versículo escrito no centro da tela:

Quem achar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a sua vida, por amor de mim, achá-la-á. (Mateus 10:39)

O versículo desaparece e surge novamente a frase:

COMPROMISSO É TUDO.

Junto com a frase, a marca do NpC aparece como APOIO e REALIZAÇÃO da propaganda.

Fim.


DESVANEIO: IGOR THIAGO.